10/07 - "Macumba Antropofágica de Paraty Flip" encerra Grande Festa Literária

10/07/2011 16:00

"Macumba Antropofágica de Paraty Flip" encerra Grande Festa Literária

 

Domingo - 10 de julho - Paraty - RJ 

Teatro Oficina/Foto de Acauã Sol

O Rito cantante, dançante, meditante, criado pela Protagonização, Coro de Atuadores da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, regido por Zé, marcará com muita "Alegria é a prova dos 9", o encerramento da 9ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. Foi concebida especialmente para este Gran Finale, na tarde de domingo, dia 10 de julho, às 16h, com um cortejo pelas ruas da cidade até a praia, onde se inicia o trabalho seguido da penetração na Oca “Tenda do Telão”.

 

No mesmo ritmo que jovens do mundo todo ocupam as ruas, vivenciando já seus desejos de mudança de Era, os artistas do Oficina Uzyna Uzona abrem seus  abscessos na Ágora, na praça pública, expondo os  tabus canibais dos Evangelhos dos Grupos de Ódio,transmutando-os em totens. Sempre em busca do humor amor vertiginoso, apetitoso que marcou a gulosa Vida-Obra do “primeiro poeta pós-moderno do mundo”, Oswald de Andrade, homenageado na FLIPeste ano.

 

Macumba Antropófaga de Paraty FLIP faz baixar na cidade, na praia e na Oca, como epifanias da arte do Teatro, os Aforismos e as Entidades do "Manifesto a Antropófago" de Oswald de Andrade, restabelecendo o elo perdido entre os índios arcaicos de Paraty e o bicho humano tecnizado, Cyber.


 

Tupy or not TupyTupy is the answer.

Elaborado completamente sem patrocínio, neste novo Rito os artistas criam um labyrinto de roteiros de iniciação antropofágica com a multidão dos bichos humanos presentes.

 

Os “LiterAtores” internacionais oferecerãor no Bori, onde serão servidos os Tabus para serem comidos, suas palavras prediletas de cabeceira. Assim, no fim do dia – penetrando a Noite de Antropofagia em Paraty – vai sendo semeada a Universidade Antropófaga.

 
Musical – A Macumba Antropófaga de Paraty Flip é um Poema Ilimitado que oferece para incorporação sílabas, notas musicais, onomatopeias, danças sacações, epifanias, numa Cantada Profana em que o Coro, renascido no Teatro Brasileiro em “Roda Viva”, dá um salto musical para uma Rítmica Coral Religiosa IndoAfroVilla-Lôbica Polifônica. É também o resultado de uma comilança de Macumbas Antropófagas na “Magic Square #5”, de Helio Oiticica (em Inhotim, 2010), e na comemoração aos 80 anos do Manifesto (no SESC Paulista, em 2008).

 

 A Macumba cozinha na Arte do Teatro Música, Gastronomia, Vídeo, Dança, Feitiçaria, Vodu, Artes Plásticas – Há a ceia do nascimento do Manifesto e do quadro Abaporu quando Tarsila pintava Oswald e encontrouse com os Tupinambá.

 

Oswald de Andrade, vivido pelo ator Marcelo Drummond, Tarsila do Amaral interpretada pela cantora e atriz Letícia Coura, encontram-se com Macunaíma, vivido por Roderick Himeros e os Coros revelam o Gênesis da Antropofagia.

 

O Coro é formado por mais de 40 artistas atuadores (músicos, atores e atrizes, dançarinos, vídeo makers), que fazem baixar no terreiro da praia de Berlusconi a uma tribo de índios Aymorés, que raptam Peri dos delírios de Carlos Gomes. Baixa Freud, Curupira (o ator Rodrigo Fidelis), Cristo (o ator Hector Othon), Napoleão (Alessandro Leivas), Ceci (Naomy Schölling), Ham-let, Hans Staden, Dom Pedro I, Rousseau, Montaigne, Maiakovski, Cristo e Buñuel. Lina Bardi e Pagu são interpretadas pela atriz Camila Mota, que vive também a Iracema dos Lábios de Mel e leva com seus beijos Anchieta para os Céus onde ele e todo o público encontram-se com as (e os) 11 mil virgens e reinam na Momocracia do Bori Banquete servido a todos no final.

 

 Ri-se, como Chico Buarque de Holanda na internet o Desembargador da Vara da Família a partir dos textos publicados no blog da cineasta Elaine César (http://elainecesar.blogspot.com), que hoje vive um processo judicial causador da perda da guarda de seu filho – por pertencer ao Teatro Oficina, apontado como “pornográfico” e indigno de uma mãe de família. 

A Macumba Antropófaga já experimenta o resultado da convocação da 1ª. Turma da Universidade Antropófaga, com 43 candidatos selecionados no último mês de maio entre centenas de inscritos, em diversas áreas. Atuando diretamente em cena, serão 23 novos atores, músicos e dançarinos, que fazem o Rito junto aos artistas da Uzyna Uzona. Cada novo integrante experimenta, no dia-a-dia dentro do Oficina, um treino puxado de como o bicho humano pratica seu desejo de entender/comer o que chamam de realismo, de realidade, pela Arte do Teat®o. "É uma universidade que já praticamos no Oficina Uzyna Uzona, quebrando as velhas couraças da anatomia analógica patriarcal e cristã  com malhadas em nossos corpos, na Bigorna". Assim  Zé Celso convida a todos que queiram entrar nesta alegria: “Vamos usar nossa intuição animal e inteligência transumana para nos descobrimos, decifrando em nossos corpos a obra deste Poeta do amor humor vertigem transmilenar: Oswald de Andrade”

 

 Macumba Antropófaga de Paraty Flip tem iluminação de Renato Banti, arquitetura cênica de Carila Matzenbacher, figurino e adereços de Sônia Ushiyama e Flávia Lobo, direção de vídeo de Cecília Lucchesi, câmera de Acauã Sol e direção de cena de Otto Barros. A banda do espetáculo é formada por Ângelo Ursini (flauta), Felipe Botelho (baixo), Felipe Siles (piano), Carina Iglesias (percussão) e Pedro Manesco (bateria). Todos os atuadores do Oficina Uzyna Uzona contam com assistência de integrantes da 1ª. Turma da Universidade Antropófaga.

 

FICHA TÉCNICA:

Macumba Antropofágica de Paraty Flip

Direção: José Celso Martinez Corrêa.

Co-Direção: Catherine Hirsch.

Criação: Texto criado por Zé Celso e trabalhado pelos atuadores da Associação Teat®o Oficina Uzyna Uzona.

Atores da Cia Oficina: Alessandro Leivas, Camila Mota, Hector Othon, Letícia Coura, Marcelo Drummond, Naomy Schölling, Roderick Himeros, Rodrigo Andreoli e Rodrigo Fidelis.

Banda da Macumba: Ângelo Ursini (flauta), Carina Iglesias (percussão), Felipe Botelho (baixo), Felipe Siles (piano) e Pedro Manesco (bateria).

Iluminação: Renato Banti.

Arquitetura cênica: Carila Matzenbacher.

Figurino e adereços: Flávia Lobo e Sônia Ushiyama.

Guarda roupa: Cida Melo.

Maquiagem: Valério Peguini.

VJ e edição de vídeo: Cecília Lucchesi.

Câmera e fotos: Acauã Sol.

Contrarregragem: Otto Barros.

Direção de Produção: Ana Rúbia Melo.

Casa de Produção: Anderson Tufanin, Simone Rodrigues.

Corifeu do Direito: Willis Guerra.

Comunicação: Beto Mettig e Tommy Pietra.

1ª. Turma da Universidade Antropófaga:

Atuação: Ailson de Araujo, Allfreedom Toné, Aquiles Lencioni, Bela, Bruno Nogueira, Camila de Paula, Carolina Castanho, Carolina Henriques, Danielle Rosa, Dora Smeke, Felipe Benevides, Gabriel Dutra, Glauber Amaral, Iratan Gomes, Letícia Benetti, Maira Mesquita, Luciana Franco, Pedro Uchoa, Renata Alcoba, Rhozy Jorjji, Sissi Venturin, Sue Vieira e Uedes Reis.

Arquitetura cênica: Frederico Vergueiro Costa, Henriqque Fisher, Marília de Oliveira Gaimaster e Pedro Felizes.

Figurino e adereços: Amanda Mirage, Bruna Furlan e Rafaela Wrigg.

Vídeo: Cristiano Sidoti e Fernanda Vinhas.

Produção: Ângela T. Destro, Luciana Nardelli, Oman Abreu e Farias e Sarah Pusch Nogueira.