Até 29/08 - Coletivos discutem o meio ambiente no CCSP

29/08/2010 20:00

 

 

Coletivos discutem o meio ambiente no Centro Cultural São Paulo

Beatriz Monteiro/Catraca Livre

 

 

E.co é uma exposição itinerante promovida pelo Ministério da Cultura da Espanha e pelo Centro Cultural da Espanha, CCE_SP, que reúne vinte coletivos da América Latina e Europa com o propósito de falar sobre o meio Ambiente.

A exposição foi inaugurada em Madri, em maio deste ano, e tem sua estreia em São Paulo neste sábado, 3, ficando em cartaz até final de agosto, no Centro Cultural São Paulo.

No sábado, 03/07, além da abertura da exposição ocorreu também um debate sobre a importância da criação de coletivos para o mercado e o futuro da produção colaborativa.

Em busca de uma história que ninguém quis contar

“Garapa” nasceu oficialmente em 2008. Formado por três jornalistas que decidiram explorar mais a fundo as pautas que recebiam do jornal, o coletivo, trabalha com um olhar que nasce da colaboração e tem a missão de captar o subjetivo do cotidiano. Aquilo que normalmente não conseguimos expressar por palavras.

O primeiro trabalho autoral de “Garapa” foi o ensaio “Morar”, em que buscou registrar apartamentos, já vazios, do edifício São Vito. Conhecido prédio da região Central de São Paulo, onde moradores foram obrigados a desocupar em 2008.

 

“Começamos a nos reunir a partir de um mesmo sentimento comum: a  frustração com o mercado de trabalho. Juntos, descobrimos que era possível nos pautar por assuntos que achávamos importantes e também executar trabalhos para empresas”, comenta Paulo Fehlauer, um dos idealizadores do coletivo.

“Garapa” funciona a partir de demandas diárias, tendo também reuniões com seus membros para a escolha de um tema do qual colocarão seu olhar. “Vivemos num processo de discussão constante” diz Fehlauer. O resultado nunca individual para Paulo. “É preciso ter a pré-disposição à colaboração para obter resultado”, afirma.

Com ensaios sobre Cuba, em que o coletivo registra ativistas como Yoaní Sanchez a registros como a relação dos antigos moradores do famoso prédio de São Paulo; ao sentimento vivido pela comunidade do Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro, que presenciou a construção de um muro para melhor separação territorial, “Garapa”, busca contar uma história que muitos dos jornais não têm tempo e espaço para descrever.

Por outras plataformas, além da escrita, coletivos multimídias como esse conseguem devolver o humano que possamos perder no dia-a-dia.

A importância dos coletivos

Para Fehlauer, os coletivos dão ao mercado um trabalho de qualidade, com custo mais baixo, permitindo ainda a troca de experiências com outros realizadores. “O Garapa discute e questiona o individualismo. Preferimos trabalhar horizontalmente”, defende.

O coletivo realiza seus trabalhos e os apresenta na web e em encontros com outros grupos mundo a fora. Para saber mais sobre o coletivo acesse: www.garapa.org

 

Exposição E.C.O

Até de 04/07 a 29/08

Das 10h às 20h

CCSP - Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 - Centro

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