Em solidariedade, oitenta Guaranis Kaiowás se deslocam à Sidrolândia após morte de Terenas

31/05/2013 14:01

Em solidariedade, oitenta Guaranis Kaiowás

se deslocam à Sidrolândia após morte de Terenas
 

Resistência do Povo Terena
Mais de oitenta indígenas Guarani Kaiowás e das etnias Kinikinau, Guató e Ofaié se deslocam à Terra Indígena Buriti em solidariedade ao povo Terena após a morte de um indígena na manhã desta quinta-feira (30) em Sidrolândia (67 km de Campo Grande, MS).
A morte de Oziel Gabriel, 35, pai de dois filhos, com ferimentos no peito, ocorreu durante reintegração de posse na área. Segundo lideranças, além de Oziel, mais dois indígenas foram mortos e pelo menos 20 foram feridos com armas de fogo (número maior do que divulgado por sites de notícias).
As lideranças relatam que a ação foi realizada com policiais civis, militares e federais, com quatro ônibus, ao menos cinco viaturas do Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), pelo menos dez viaturas da Polícia Federal e duas dos Bombeiros. Além dos soldados, pistoleiros e o ex-deputado estadual Ricardo Bacha (PSDB-MS), que reivindica posse da terra, acompanharam a ação.
Ontem (29), durante audiência com a participação dos terena e dos fazendeiros da região, em Campo Grande, ficou definido que os índios deveriam sair da área. A ação policial ocorreu algumas horas depois da decisão.
A Terra Indígena Buriti foi reconhecida em 2010 pelo Ministério da Justiça como de posse permanente dos índios da etnia terena. A área, localizada entre Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, foi delimitada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) e abrange 17.200 hectares.
Após a declaração, o processo segue para a Casa Civil, para a homologação da presidência da República, o que ainda não foi feito. Durante nove anos, as comunidades indígenas aguardaram a expedição da portaria declaratória. Devido à demora do governo, fazendeiros recorreram a várias instâncias judiciais.
O aumento da tensão entre indígenas e fazendeiros está relacionado com a decisão do governo federal, anunciada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, de suspender as demarcações de terra e ameaçar alterar a forma de demarcação, incluindo outros ministérios e a Embrapa.

 

Terra Indígena Buriti: perícia antropológica, arqueológica e histórica sobre uma terra terena na Serra de Maracaju, Mato Grosso do Sul (Jorge Eremites de Oliveira e Levi Marques Pereira)

A publicação resulta de um laudo judicial produzido em 2003, cuja execução foi determinada pela Justiça Federal em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nele, os autores concatenam procedimentos teórico-metodológicos comuns aos campos da antropologia sociocultural, arqueologia e história, com vistas ao esclarecimento de uma série de quesitos apresentados pelo Juízo e pelas partes envolvidas no litígio pela posse de terras na região serrana de Maracaju. Trata-se de um estudo complexo que envolve a reivindicação de direitos territoriais por parte de uma comunidade Terena, cujo tema central remete à ampliação dos limites da Terra Indígena Buriti, de 2.090 para 17.200 hectares, localizada nos municípios de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia.

 

Sobre os autores:

Jorge Eremites de Oliveira é doutor em História (Arqueologia) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio de pós-doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Levi Marques Pereira é doutor em Ciências (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (USP), com estágio de pós-doutorado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Ambos os autores são sul-mato-grossenses de Corumbá e Dourados, respectivamente, e professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), onde no momento estão vinculados ao curso de graduação em Ciências Sociais e aos programas de pós-graduação em Antropologia e História.

 

Entenda o que está  ocorrendo:

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