Movimentos realizam ato públicopara denunciar violações de Direitos Humanos em Belo Monte

19/02/2013 22:48

Movimentos realizam ato público para denunciar violações de Direitos Humanos em Belo Monte

Tatiana féix/Adital

Na manhã da próxima quinta-feira (21) os movimentos, organizações e ativistas sociais, liderados pela Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e do Comitê Metropolitano Xingu Vivo realizam uma manifestação pública e pacífica em frente à sede do Consórcio construtor Belo Monte (CCBM), em Belém (Pará), para repudiar o descaso dos governantes e autoridades com numerosas violações que ocorreram na construção da usina, no rio Xingu, em Altamira/Para.

Além das várias acusações de impactos ambientais e sociais, devido ao ambiente de trabalho e as pessoas da região, um caso de tráfico de pessoas com fins de exploração sexual por um adolescente informou na semana passada, ainda irritou os movimentos e ativistas. O caso foi descoberto dentro da área de construção da usina, uma boate que mantinha mulheres e meninas em escravidão, para servir sexualmente os trabalhadores da construção.

"A recente descoberta de uma rede de tráfico de seres humanos para exploração sexual expõe um dos aspectos mais prejudiciais de grandes projetos que saqueam os recursos naturais da Amazônia: o enfraquecimento dos seres humanos e sua transformação em simples mercadoria.   Novamente, os movimentos sociais vão tomar as ruas para denunciar o belo monstro (Belo Monte), exigir a suspensão imediata do projeto insano e destrutivo ", está expresso no comunicado das organizações.

O presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Marco Apolo Santana Leão, explicou que "o objetivo do ato público é a de expressar a indignação sociedade paraense e movimentos sociais para fatos que ocorrem no Pará. Várias instituições e especialistas já alertaram o governo Federal sobre os impactos ambientais e sociais que a construção de Belo Monte traria para Altamira, mas ainda assim, o governo insistiu na construção ".

Segundo ele, o uso de drogas e a violência  "aumentam", em Altamira e agora o relato de caso de tráfico de seres humanos consolidado dentro das obras, além das dezenas de ações contra o projeto de Belo Monte, revelam uma situação de "caos completo" na região.

Santana salientou que o objetivo da ação é denunciar e impugnar as ações do Governo Federal, que enviou uma delegação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH / PR) para o Pará, para tentar 'mediar' e "resolver uma situação criada pelo próprio governo."

"Não queremos que o governo vá até lá tentar resolver a situação. Exigimo uma investigação no Conselho de Defesados Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) da SDH/PR e vamos denunciar o caso para ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda) movimentos de mulhers, ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (organização dos EstadosAmericanos", avisou Marco Santana, indignado pela situação de total violação dos direitios humanos. Ele informou que duranto o ato, uma comissão entregarão uma petição ao Ministério Público do Pará.

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