23/09 a 05/12 - Museu Afro Brasil terá programação paralela à 29a. Bienal de São Paulo

05/12/2010 20:00


Museu Afro Brasil terá programação

paralela à 29a. Bienal de São Paulo


Obras de Almir Mavignier, Delmar Mavignier e do jovem Gérard Quenum
 
são destaques da “Mostra de Arte Contemporânea” no Museu Afro Brasil



O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura inauguram dia 23 de setembro, às 20 horas, a Mostra de Arte Contemporânea com obras de Almir Mavignier, Delmar Mavignier e Gérard Quenum três importantes gerações da arte contemporânea internacional.

A mostra, com curadoria de Emanoel Araujo, diretor-curador do Museu Afro Brasil, acontece paralela à 29ª. Bienal de São Paulo, reunindo pela primeira vez a obra gráfica do brasileiro, Almir Mavignier, que aos 84 anos terá suas obras expostas ao lado da produção artística de seu filho, Delmar, já consolidado como artista gráfico na Alemanha onde reside com o pai. Já o beninense Quenum, que está no Brasil há dois meses produzindo exclusivamente para esta exposição, participa como o primeiro convidado do “Projeto Artistas Residentes” do Museu Afro Brasil, apresentando ao público sua obra excêntrica e intensa.


Almir Mavignier – “Docugrafias”


São 51 docugrafias – documentação temática - da pintura do artista brasileiro que vive na Alemanha há mais de 50 anos. Apresentadas em gravuras digitais que foram produzidas entre 1953 e 2010, as obras evidenciam a construção gráfica e geométrica, com valorização de planos e cores, que marcam a arte de Almir Mavignier. Outra faceta do artista, o design de cartazes é apresentada nas 04 obras exclusivas “Águas”, “Forma”, “Docugrafias” e “Emanoel Araujo” - uma homenagem ao Curador da mostra. São quatro cartazes aditivos programados para se multiplicarem de todos os lados, ocupando superfícies infinitas.

No final da década de 40, ainda no Brasil, Almir e nomes como Abraham Palatnik, Ivan Serpa e Mario Pedrosa discutiam teorias sobre a forma e experimentavam o que depois viria a ser chamado de arte concreta. Ele foi o ponto de interseção entre essas pessoas. Na época trabalhava no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro (Rio de Janeiro), onde fundou com a psiquiatra Nise Silveira o ateliê de pintura para os internos. Neste local os quatro jovens se encontravam para tentar entender como os pacientes, sem qualquer contato com técnicas ou teorias artísticas, sem sequer saber o próprio nome, produziam tais obras de arte. Assim, revelaram nomes como Arthur Amora, Emygdio de Barros, Fernando Diniz, Raphael Domingues, Adelina Gomes,Isaac Liberato, Carlos Pertuis. Em 1952, ganhando uma bolsa de estudos para a França, Almir Mavignier saiu decidido a estudar com o artista e arquiteto suíço Max Bill, e, mesmo sem falar alemão, ingressou na primeira turma da Hochschule für Gestaltung Ulm, onde estudou comunicação visual. Lá descobriu uma nova área de atuação: o design de cartazes.

Delmar Mavignier – “Águas – Fotografias, Vídeos e Lumigramas”


São 20 fotos, 02 vídeos e 12 lumigramas em preto e branco que exploram o movimento das águas pelo olhar deste artista gráfico, filho de Almir Mavignier. Impondo sua identidade criativa, Delmar ousa reinventar sua inspiração ao apresentar seus fotogramas documentados em países como Brasil, Japão e Alemanha, sua terra natal. Seu trabalho apresenta o resultado fantástico da integração entre a água e a luz, estimulando o estado de atenção dos observadores. Hoje morando em Hamburgo, Delmar é um artista multimídia dedicando-se as atividades de cineasta, editor, fotógrafo, editor e webdesigner. Em sua obra ele usa a luz assim como o pintor usa a cor. Seus “lumigramas” representam uma série de fotografias originais criadas na câmara escura, sem filme ou câmera, usando técnicas de fotograma com exposição direta no papel fotográfico.

“O Dragão entre dois mundos – Quenum”


Gérard Quenum é um dos principais artistas francófonos e representa uma nova geração da arte contemporânea do Benin, que a partir do início dos anos 90 venceu os limites de África, ganhando a atenção de colecionadores do Ocidente. Entre as 50 obras produzidas especialmente para o “Projeto Artistas Residentes”, estão pinturas e esculturas. Eles chegou ao país no mês de julho, para expor pela segunda vez no Museu Afro Brasil. É uma arte de criação excêntrica onde destaca o singular estilo escultural com objetos reciclados e o uso de bonecas descartadas trabalhadas com misturas de objetos e materiais diversos, que se tornaram identificação da arte deste jovem artista, que nasceu em Porto Novo, capital oficial da República do Benin, em 1971.

Para esta mostra ele destaca as pinturas produzidas a partir da inspiração que teve ao tomar contato com a cultura brasileira, como por exemplo: o Dragão entre Dois Mundos, onde um homem devora uma melancia; e o Caminhar dos Cães, que ele observou passeando pelas ruas do tradicional bairro paulista do Bexiga. Entre as 10 esculturas está seu impacto com a religiosidade em Nossa Senhora Aparecida, obra que homenageia a padroeira negra produzida em madeira, tecido, pérolas, e com cabeça de uma boneca.

Serviço:
Museu Afro-Brasil
Abertura: 23 de setembro
a 05 de dezembro de 2010
Horário: 20 horas
Permanência: de 23 de setembro a 05 de dezembro
Classificação: Livre
Grátis
Local: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Pavilhão Pe. Manoel da Nóbrega
Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo - SP

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