No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, médicos alertam população sobre riscos da doença

26/04/2012 14:51

No Dia Nacional de Combate à Hipertensão,

médicos alertam população sobre riscos da doença

Agência Brasil

 

Rio de Janeiro – Para marcar o Dia Nacional de Combate à Hipertensão, o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac) promove hoje (26) evento aberto à população na Praça da Cobal, no bairro do Humaitá, zona sul da capital fluminense. O objetivo da ação é levar ao conhecimento do público todos os malefícios que a hipertensão arterial pode causar à saúde das pessoas, além de outros fatores de risco que podem acarretar doenças cardiovasculares.
 
Uma equipe de aproximadamente 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e psicólogos do instituto fará até as 15h medições de pressão arterial e glicose. Eles também estão conferindo o peso e a circunferência abdominal para completar o check-up. O Ministério da Saúde estima que cerca de 20% da população brasileira sejam hipertensos.
 
Segundo o cardiologista Rogério de Moura, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão é uma doença silenciosa, por isso é muito importante tomar atitudes preventivas. “O mais importante é a prevenção. Os hábitos saudáveis que a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda são dietas adequadas com pouca gordura e sal, realização de atividade física e as consultas periódicas.”
 
De acordo com Moura, também é preciso evitar o consumo excessivo de álcool e abolir o tabagismo. Segundo ele, são dois hábitos que prejudicam o tratamento e potencializam o surgimento da doença.
 
Rogério de Moura acrescenta que os pais precisam dar mais atenção aos hábitos alimentares dos filhos.“Uma criança não saudável é um adulto com doença, isso é exponencial, quanto menos se prevenir, mais doença no futuro”, destacou.
 
A hipertensão é uma doença que eleva a pressão nos vasos sanguíneos podendo comprometer órgãos importantes como o cérebro, coração e rim. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das principais consequências da falta de controle da doença é a redução da expectativa de vida em 16 anos.

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