Seminário internacional debate enfrentamento ao tráfico de pessoas e exploração sexual em Minas Gerais

16/05/2013 15:59

Seminário internacional debate enfrentamento

ao tráfico de pessoas e exploração

sexual em Minas Gerais

Adital/Rogéria Araújo

Ativistas, representantes de direitos humanos, organizações não governamentais, representantes de governo estiveram no Seminário Internacional 'Enfrentando as estruturas que promovem a exploração sexual e o tráfico de seres humanos', que acontece dia 16 de maio, no salão da Ordem dos Advogados do Brasil, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Considerado um dos crimes mais lucráveis do mundo, o tráfico de pessoas continua fazendo vítimas e um dos objetivos deste evento internacional é analisar e debater sobre os enfrentamentos necessários para combatê-lo.

No evento estará presente a argentina Susana Trimarco, um símbolo da luta contra o tráfico de pessoas. Em 2002, Susana teve sua filha Marita Verón sequestrada e desde então vem atuando fortemente na luta contra o tráfico, ajudando a libertar centenas de pessoas tanto em seu país como em outros.

Confira a entrevista

Para ver o vídeo sobre o seminário:

www.youtube.com/watch?v=xYDHbtuHA-U

 O tema do encontro é 'Enfrentando as estruturas que promovem a exploração sexual e o tráfico de seres humanos'. Que contribuições poderá oferecer este seminário nesse sentido do enfrentamento?

José Manuel - Este Seminário é a parte conclusiva de um Encontro da Rede Oblata (reúne a integrantes das equipes que, apoiados pelo Instituto das Irmãs Oblatas, enfrentam esta problemática em Salvador, Juazeiro-Ba e São Paulo) onde queremos alcançar um maior conhecimento das redes que promovem e se lucram com a exploração sexual e o tráfico de seres humano. O seminário pretende dar a conhecer o funcionamento destas estruturas, denunciar o silêncio ou a cumplicidade de Entidades que poderiam ter uma atitude de maior firmeza contra este crime, e visibilizar as vítimas destas redes na linha de conseguir uma maior sensibilização e mobilização social.

Um dos grandes feitos desse encontro será a presença de Susana Trimarco, simplesmente um símbolo de combate a este crime. O que representa sua presença no seminário?

José Manuel - Em primeiro lugar a oportunidade de escutar da sua própria voz o testemunho corajoso de um símbolo no enfrentamento ao tráfico de pessoas. É uma pessoa com autoridade para falar do tema. Susana fez a Argentina e o mundo prestar a atenção para esta realidade. A lei argentina que definiu o tráfico de pessoas como crime federal foi aprovada em 2008 graças a Susana Trimarco. Desde então, 3292 pessoas foram resgatadas da escravidão dos prostíbulos, 1538 delas argentinas e 1754 de outros países. Susana pessoalmente ajudou diretamente no resgate de mais de uma centena de vítimas.

Em segundo lugar, sua presença aqui é uma lembrança do muito que falta por fazer contra este fenômeno e que todos e cada de um nós podemos e devemos contribuir a evitar esta chaga terrível de nossos tempos.

 

Há uma demanda geral de que é necessário haver uma integração internacional para se combater o tráfico de pessoas. Como este assunto será tratado no evento?

José Manuel - As conclusões de nosso encontro da Rede Oblata que serão partilhadas nesse Seminário partem de uma análise global do fenômeno. Este crime está inserido claramente no contexto da globalização, os agentes dessas estruturas atuam a nível internacional, e por tanto as resposta, se querem ser eficazes, também devem ser dadas nesse nível. Este enfoque é uma das linhas transversais do Seminário. Uma mostra disto é a presença de Susana Trimarco com sua experiência na desarticulação de redes internacionais, ou a importância que vai ter no nosso Encontro a busca de medidas de Cooperação Internacional para perseguir este delito.

 

A participação do Estado tem sido suficiente nesta luta? O encontro abordará este tópico?

José Manuel - Um dos temas mais relevantes de nosso encontro será abordar a responsabilidade dos Estados para prevenir, perseguir e punir este crime. Queremos mostrar o que os Estados fazem neste sentido, o que deixam de fazer e o que poderiam fazer (com certeza muito mais) para acabar com esta grave vulneração dos direitos humanos.

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