Seminário latino-americano pede mudanças imediatas para transformar o mundo

22/06/2012 01:25

Seminário latino-americano pede mudanças

imediatas para transformar o mundo

Participantes da Colômbia, Argentina, Brasil e México estiveram presentes no seminário "El cambio de paradigma para la sustentabilidad”, que aconteceu nesta quinta-feira (21) na Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro. A atividade foi organizada pelo Foro Latino-americano de Ciências Ambientais (Flacam) e teve como característica principal a participação ativa dos presentes.

Rubén Pesci, da Argentina, mediou o debate e iniciou sua fala com uma crítica à falta de peso e apoio a esta Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, provocada, entre outros motivos, pela ausência de organismos como a Unesco e o Pnuma. Sendo assim, como a realidade é a falta de interesse de chefes de Estado e autoridades, Pesci sugeriu que de imediato as mudanças rumo à sustentabilidade pudessem partir de cada um.

"Precisamos mudar, trabalhar diferente de como trabalha a lógica capitalista, que está fazendo a Terra se esgotar. E para isso precisamos conhecer a Terra, saber como ela funciona. Assim, deixo um questionamento fundamental: O que é preciso mudar para salvar a Terra?”.

As sugestões dadas defendiam desde a recuperação de um contato mais próximo com a natureza, que pudesse retomar o respeito à Mãe Terra, até o associativismo, a cooperação. A criação de pequenas redes em diversas partes do mundo também foi defendida, assim como a imperiosa necessidade de educação para todos e todas a fim de oferecer ao mundo cidadãos e cidadãs mais conscientes.

O fim do sistema capitalista foi uma das ideias centrais defendidas, no entanto, sobre isso, Pesci refletiu. "A morte do capitalismo é uma utopia porque ele tem a capacidade enorme de se transformar e de criar várias novas facetas para continuar a envolver as pessoas. Apesar disso, temos que aproveitar a crise do sistema financeiro para promover mudanças”, animou.

A partir daí, teve início um debate realista sobre a possibilidade concreta de mudanças e de como elas devem acontecer, com qual dimensão. Parte dos participantes defendia a mudança interior, seguida de pequenas mudanças locais, em casa, no ambiente de trabalho, no bairro, na comunidade, na cidade, para no futuro transformas estas ações em mudanças mais abrangentes.

De outro lado, vários outros participantes acreditavam mudanças imediatas, começando de cada um, mas que pudessem se espalhar de forma urgente rápida,, mais intensa e incisiva, como uma campanha de peso em favor do voto nulo, já que as autoridades que estão hoje no poder não estão representando e respeitando o povo.

Apoiando este lado, Pesci interviu. "As pequenas mudanças são muito bonitas, mas não são suficientes. Isso ficou provado nos últimos anos. Da Rio – 92 para cá, foram feitas ações pequenas e ‘hermosas', mas hoje vemos claramente que só isso não funcionou. O problema das transformações passo a passo é que enquanto caminhamos lentamente a pobreza aumenta, centenas morrem de fome e a Amazônia é desmatada. Temos que acelerar esse processo e criar um novo sistema de poder”, defendeu.

Ao final do debate, a única conclusão foi de que as mudanças são necessárias para agora, em todas as nações, da América à Ásia. Sejam como for, se nas ruas, na universidade, nas cidades ou dentro de cada indivíduo interessado em construir um mundo mais sustentável e bom para se viver. "É hora de virar a mesa!”, defenderam.

 

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