Catadores se reúnem por melhores condições

25/07/2010 16:29

Catadores se reúnem por

 

melhores condições

 


O 2 º Congresso Estadual do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR-RJ)mobilizou representantes de todo o país em busca discutir os rumos da categoria e as novas tecnologias da reciclagem.

Samantha Leal/CMNR-RJ

Fotos: MNCR-RJ

ONo penúltimo dia do evento, os participantes se reunem para elaborar a Carta do Rio II com as reivindicações dos catadores para as autoridades. Entre os objetivos está o reconhecimento da categoria, coleta seletiva como política pública, ambiental, social e financeira, inclusão dos catadores na gestão integrada dos resíduos sólidos e mais infraestrutura.

 

2° Congresso Estadual do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR-RJ) teve início na quinta-feira (22) com uma passeata que reuniu cerca de 300 catadores, que vieram de todo o País, na Igreja da Candelária, Centro do Rio. O objetivo do evento é reunir as cooperativas de várias cidades do Brasil para discutir melhores condições de trabalho para os catadores e dissertar sobre as novas experiências em reciclagem.

Atualmente, existem cerca de um milhão de catadores no Brasil e 70 cooperativas no Estado do Rio. Segundo a coordenadora do MNCR-RJ e presidente da Cooperativa Reciclando para Viver do Centro do Rio, Claudete da Costa, que recicla materiais há 17 anos, ainda há muito a fazer para melhorar as condições de trabalho dos catadores. Ela reclama que, além da falta de incentivo do poder público, eles ainda sofrem muito preconceito por parte da sociedade.

Atriz Isabel Filardis engajada na causa

 

Fotos: site ONG Doe seu Lixo



A atriz Isabel Filardis, criadora da ONG “Doe seu lixo” e engajada no processo de reciclagem e conscientização da sociedade para a educação ambiental acredita que a população ainda não entende a importância do catador. “Eles ainda são marginalizados, mas acredito que com tantos problemas ambientais a sociedade vai tomar consciência da função produtiva desses trabalhadores”, complementa.

A catadora Aparecida Honório, que trabalha com coleta de materiais recicláveis há 15 anos, confirma que se sente discriminada e defende que deveria ter os mesmos direitos que outros trabalhadores possuem. “Infelizmente, há muito preconceito e só agora está havendo uma necessidade de abrir os olhos para essa questão por conta dos problemas na cidade como as chuvas e as altas temperaturas, alteradas pela natureza”, diz.

Claudete da Costa ressaltou que os catadores querem ser vistos. Muitos desistem da reciclagem e arranjam outro trabalho pela falta de infraestrutura. “Eles contraem doenças como leptospirose porque os poucos espaços disponíveis para a reciclagem de material são precários”, reclamou.

Além disso, faltam espaços disponíveis para que os catadores consigam reciclar os materiais recolhidos. Marilene Ramos, Secretária Estadual do Ambiente, explicou que o pilar central da política gestora da Secretaria é fechar todos os lixões do Rio de Janeiro e melhorar as condições de trabalho dos catadores. Ela elogiou ainda o trabalho realizado por Cátia Perobeli, secretária do Meio Ambiente de Mesquita, que se tornou a região que mais recicla no estado e, talvez, no Brasil.

Também presente no evento, o ex-Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chamou atenção para o papel da população diante do lixo. “Apenas 5% das pessoas separam o lixo seco do orgânico”, disse. Ele lembrou ainda que esses trabalhadores precisam de melhores condições no trabalho: luvas, botas, assistência de saúde. “Afinal, os acidentes são muito comuns e eles não estão preparados para isso”, ressaltou.

O Congresso dos Catadores continua nesta sexta-feira com um ciclo de palestras. Às 9h30 a palestra será sobre as novas alternativas sustentáveis, às 11h30 sobre os programas de inclusão social dos catadores e a partir das 14 horas todos os trabalhadores se reunirão para debater o conteúdo da Carta do Rio II, documento reivindicatório dos catadores que será entregue às autoridades.


Reciclar é importante porque:


1000 kg de vidro reciclados equivalem a 1300kgs de areia poupados
1000 kg de plástico reciclados equivalem a 130 litros de petróleo poupados
1000 kg de papel reciclado equivalem a 20/30 árvores poupadas

Saiba mais:   1kg de garrafa Pet custa R$ 0,90
           1kg de lata da alumínio custa R$ 2,00
           1kg de papelão custa R$ 0,20
           1kg de cobre custa R$ 11,00

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