Copa das Confederações e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

20/06/2013 22:45

Copa das Confederações e a Política

Nacional de Resíduos Sólidos

Portal Fator Brasil

Dia 15 de junho, teve início a Copa das Confederações a exatamente 365 dias do inicio da Copa do Mundo, período em que vamos ver todo país correr para finalizar as obras de seus estádios, de infraestrutura, dentre outras.  Alguns já estão finalizados com alto padrão, possibilitando ao publico assistir as partidas com todo o conforto.

Mas o que assusta é que em agosto de 2014, quase no final da Copa do Mundo passa a valer a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei 12.305/2010, prevista para entrar em vigor após quatro anos de sua publicação. Esse prazo foi estabelecido visando a necessidade de ajustes mais complexos dos setores privado e público, para que esses possam adequar-se.

Só que pouco foi feito com o fluxo de investimentos direcionados para a Copa. No último Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil da ABrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza pública e resíduos Especiais foi constatada que 42,02% dos resíduos sólidos urbanos é destinado inadequadamente, isso quer dizer que o lixo cotidiano ainda é descartado de forma incorreta. É um percentual muito alto tendo em vista os grandes eventos que serão realizados em nosso país, como Copa da Confederações, Copa do Mundo e as Olimpíadas. O que se percebe é que, se o cenário atual já é desfavorável com a população local, imaginem com a vinda de turistas o quanto aumentará o descarte incorreto uma vez que não houve grandes investimentos neste segmento.

.Quadro de Destinação final inadequada: .Base Abrelpe 2010/2011/2012.

 Houve uma redução no descarte inadequado em 2011, porém voltou a crescer novamente em 2012 quando o ideal é que esses índices entrassem em declínio contínuo. De qualquer forma, podemos dizer que a lei 12.305/2010, trouxe grandes mudanças em nossas vidas. Nunca se discutiu tanto sobre Resíduos Sólidos e se pensou em políticas públicas neste sentido. O setor privado corre contra o relógio para implementar a logística reversa, que nada mais é que responsabilizar quem produziu para que faça a destinação correta.

Em relação à geração de resíduos em relação ao crescimento da população, observa-se que continua o aumento de produção de resíduos superior ao crescimento da população, ou seja, em 2011 levando em consideração o período de 2010-2011 houve um acréscimo na geração de resíduos de 1,8% enquanto a população cresceu 0,9% aproximadamente, e em 2012 houve um acréscimo de 1,3% na geração de resíduos enquanto a população cresce no mesmo índice de 0,9% aproximadamente.

Reforce-se aqui que quando é citado tipo de resíduos, temos que levar em consideração os contaminantes, os perigosos, os comuns. Sem destinação adequada, isso será uma herança que teremos que contabilizar depois desses grandes eventos. Cabe lembrar que depois da festa alguém sempre terá que limpar a sujeira.

.Por: Alessandro Azzoni, consultor de meio ambiente e especialista em orçamento público. Formado em Ciências Econômicas, com pós-graduação em Mercado Financeiro Internacional na Suíça, Azzoni é conselheiro reeleito do CADES (Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz) Vila Mariana. Envolvido com diversas causas, é ainda coordenador da Comissão Socioambiental da Distrital Sudeste da Associação Comercial, membro do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança) e do conselho dos moradores em situação de rua da Vila Mariana, conselheiro do CADES Municipal pela Associação Comercial de São Paulo e do distrito sudeste.

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