Finalistas de Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais participam de encontro

21/09/2010 22:23
Finalistas de Concurso
participam de encontro

'Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais' divulga vencedores em outubro

 

 


Reunidos em Brasília/DF, os 50 finalistas do Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais discutiram meios de aprofundar o tema nas escolas, ouviram especialistas no assunto e expuseram suas experiências. O Concurso, que está em sua segunda edição, recebeu, este ano, 3.075 inscrições e, destas, foram classificados 50 trabalhos de todo país. Os cinco vencedores, um de cada região - serão conhecidos em outubro e receberão como prêmio uma viagem a Dakar, no Senegal, para participar do Fórum Social Mundial 2011. O objetivo é reconhecer iniciativas de professores da rede pública e promover o debate sobre o desenvolvimento sustentável e tecnologias sociais dentro das escolas de ensino fundamental.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit saudou os presentes e disse que "Tecnologia Social" é o foco principal, responsável e orientador de todas as ações da instituição. "O tema começa a penetrar muito mais nas grandes instituições e no poder público. Pretendemos fazer com que ele seja mais conhecido e que a Fundação BB seja a sua grande difusora", afirmou.

Participaram também da mesa de abertura, o vice-presidente de gestão de pessoas do Banco do Brasil, Robson Rocha; a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda; e a assessora de comunicação da Rede de Tecnologia Social, Michelle Lopes.

À tarde, o economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Ladislau Dowbor, apresentou o painel "Desenvolvimento Local e Tecnologias Sociais". Em entrevista, o conferencista disse que é rica a iniciativa da Fundação BB e da Revista Fórum de reunir pessoas que podem trabalhar temáticas: professores e alunos. Para ele, esses personagens pensam o local e o que pode ser feito para melhorar a situação de onde vivem. "O papel da escola é de formar pessoas e as instituições de pesquisa devem, portanto, ter uma nova visão de educação. Não mais uma educação para fornecer apenas diploma e sim uma para ajudar a transformar a região onde vive", declarou.

O gerente de Parcerias, Articulações e Tecnologia Social da Fundação BB, Jefferson Oliveira fechou a tarde, explanando de que forma a instituição cria e implementa projetos com foco no desenvolvimento sustentável. O gerente apresentou, ainda, conceito de tecnologia social e estratégias de economia solidária.

Os agricultores, Antônio Lourival Borges e Mauricio Teixeira, moradores do Quilombo Mesquista da Cidade Ocidental/GO, receberam, no último dia 10, os cinquenta finalistas do Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais. A idéia dos organizadores era apresentar aos participantes a tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), na qual a Fundação BB investe recursos desde 2005. As visitas deram oportunidade para que os professores, que já debatem o tema em suas escolas, pudessem conhecer tecnologias e reavaliassem seus projetos, com base no que viram e ouviram dos agricultores. O Concurso prevê um prazo até o dia 27 de setembro para que os projetos sejam reenviados.

O agricultor familiar Lourival Borges explicou como a tecnologia vem transformando sua vida e de seus familiares. "Hoje me sinto um trabalhador feliz, compro minhas coisas e estou realizando sonhos que antes achava impossível", disse. Na pequena propriedade todos estão envolvidos no trabalho: esposa e filhos, no horário que não estão na escola. "Minhas verduras são as mais desejadas e procuradas da região, porque são boas e orgânicas. Muitas pessoas me pagam antes mesmo da colheita, para garantir a compra e isso é muito bom. Além disso, quando saio para vender meus produtos, coloco uma camiseta limpinha e vou todo cheiroso e as clientes aprovam". Com estas palavras, o agricultor Maurício arrancou gargalhadas dos visitantes e comprovou a efetiva transformação social que a Teconologia Social promove.

Os visitantes também conheceram a propriedade do Senhor Marcos Assunção, de 80 anos, pioneiro de Brasília e morador da Vargem Bonita/DF, desde a criação da capital. Na região, existem 64 chácaras agrícolas, habitadas, em sua maioria, por descendentes japoneses. Lá, foram escolhidas propriedades que possuem a tecnologia social Fossas Sépticas Biodigestora, implantadas pela Fundação BB, Embaixada do Japão e a Cooperativa de Serviços Ambientais e Tecnologias Sociais - Ecooideia, que desde 2008 firmaram parceria em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

Para Teresa Corrêa, coordenadora da Ecooideia, melhorar a alimentação, cuidar da saúde e da preservação das nascentes é o grande desafio de todos. "Aqui o lençol freático é muito raso e os moradores têm em suas propriedades fossas negras. Chegamos a conclusão de que a água consumida por eles é de péssima qualidade e isso deve ser motivo de preocupação porque a saúde fica comprometida", disse. Teresa conta ainda que, há dois meses, pediu ajuda de médicos do posto de saúde de Vargem Bonita para a realização de palestra sobre qualidade de vida, água e meio ambiente. Na oportunidade, os participantes receberam filtros de barro e orientações sobre higiene.

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