Manifestantes rasgam documento da Rio+20 e se retiram do Riocentro

21/06/2012 17:54

Manifestantes rasgam documento da

Rio+20 e se retiram do Riocentro

EBC

Cerca de 100 manifestantes de vários movimentos de articulação juvenil se retiraram há pouco da entrada do Pavilhão 5 do Riocentro, onde estão reunidos durante todo o dia os chefes de Estado e de governo. Os jovens ocuparam o local por cerca de três horas e criticaram a forma como os governantes tocam as negociações da Rio+20.

Antes da saída rumo à Cúpula dos Povos, os manifestantes jogaram fora seus crachás da Rio+20  e rasgaram o documento da conferência, que segundo eles, não os representa: “O futuro que queremos não está aqui. Esse futuro foi comprado”, disse Juliana Russar, uma das integrantes do movimento.

A jovem ucraniana Ina Datsiuk, que veio à Rio+20 para participar das discussões com foco na juventude, lamentou a falta de acesso da sociedade civil aos espaços de reuniões oficiais. “Essa decisão de sair foi espontânea, acabou de acontecer. Estamos indo embora em um protesto simbólico para a Cúpula dos Povos, onde as verdadeiras vozes são ouvidas”, disse, referindo-se ao evento paralelo à Rio+20 que reúne representantes da sociedade civil no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio, em contraponto à conferência da ONU.

A ativista Gabriela Baesse, representante do Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente (Fbongs), veio de Natal para a Rio+20, mas também ficou frustrada com a falta de resultados concretos assumidos pelas lideranças mundiais. “Falaram que nesse evento haveria maior participação da sociedade civil, mas a gente não pode ver o que eles estão falando nem interferir. A gente vê muita burocracia, mas nada acontece de verdade”, lamentou.

Ainda segundo Gabriela, o documento final da conferência não dá ênfase à questão ambiental. “Tem artigos falando de aspectos sociais e ambientais, mas o foco é sempre no econômico”, reclamou.

Não muito longe do local da manifestação, o coordenador do Conselho Indígena de Roraima, Mário Nicácio, tentava entrar no espaço oficial da cúpula. Acompanhado de um grupo das etnias Macuxi e Wapichama, do território Raposa Terra do Sol, Nicácio reivindicava a garantia dos direitos dos povos indígenas, principalmente a demarcação de suas terras. “Estamos aqui para reivindicar nossos direitos e reforçar o documento que nossos representantes entregaram aos chefes de Estado, pedindo, principalmente, a demarcação das terras dos povos indígenas”, disse.

Antes da saída rumo à Cúpula dos Povos, os manifestantes jogaram fora seus crachás da Rio+20  e rasgaram o documento da conferência, que segundo eles, não os representa: “O futuro que queremos não está aqui. Esse futuro foi comprado”, disse Juliana Russar, uma das integrantes do movimento.

 

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