Presidente da Fetems deixa o Estado depois de ser ameaçado de morte

08/12/2013 16:27

Presidente da Fetems deixa o Estado 

depois de ser ameaçado de morte

Botarelli liderou o movimento que tentou barrar 

nesta semana o "Leilão da Resistência".

Jornal do Estado

RacFoto: Fetems

Conforme informou o site Campo Grande News, por segurança, o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli César, deixou o Estado na manhã de hoje (7) depois de receber ameaças de morte.

Hoje (7) à tarde, ele disse ao Campo Grande News que está aflito com a situação. "Fui orientado a me ausentar do Estado e já sai com aminha família. Estou muito preocupado". Botarelli disse ainda que o crime já estaria encomendado.

Durante a posse de Paulo Duarte como presidente regional do PT, que aconteceu na manhã de hoje, na sede da Anoreg (Associação dos Notariais e Registradores), Roberto esteve escoltado com homens da Força Nacional.

Botarelli liderou o movimento que tentou barrar nesta semana o "Leilão da Resistência". O evento,promovido pelos produtores rurais do Estado, quer arrecadar fundos para financiar ações de combate a invasão indígena em terras do Estado.

A primeira ameaça veio logo na terça-feira (3), enquanto Roberto comemorava a decisão da juíza Janete Lima Miguel, que concedeu liminar e determinou a suspensão do leilão.

Porém, os produtores conseguiram derrubar a liminar e o leilão acontece na tarde de hoje na sede da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).

"Um homem ligou na Fetems, se identificou apenas como Maurício, disse que era pistoleiro e mandou eu me cuidar para não morrer", relatou Botarelli sobre a ameaça. "A Fetems existe para cuidar da educação, mas tem um importante papel social e luta pela democracia e pelas minorias", disse para justificar seu empenho na luta pela causa indígena.

Em nota, a direção da Fetems detalhou a ameaça. "O indivíduo que realizou esta ação se identificou como Mauricio Pistoleiro e proferiu palavras de baixo calão, seguidas de ameaças contra a vida do nosso dirigente", relatou a entidade no texto.

"O professor Roberto Botareli representa atualmente mais de 25 mil, portanto, a ameaça a ele é a todos nós", completou.

 

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