Reciclagem tirada a limpo

04/12/2012 17:37

Reciclagem tirada a limpo

Por Zaza Jardim

 

Zaza Jardim - Agradeço o convite feito por Sandrah Sagrado e já que esta é minha primeira matéria, me apresento.

Sou brasileira,  empresária, artista plástica, poeta, articuladora cultural e me intitulei Jornalouca, quando publiquei o Fanzine PNOB de 2002 a 2008. Em artes plásticas, meu trabalho é diretamente vinculado à Fibrila Celulósica em processo de estudo há 30 anos, que herdei de Diva Buss,  missionária do Papel Artesanal no Brasil. Nos últimos 8 anos faço parte deste estudo e mergulhando na linhagem NATURAL do processo de reciclagem.

Decidi não ter formação catedrática, mas estudei marketing na ESPM e Sociologia na FESP-SP, dentre inúmeros outros cursos e mergulhos autodidatas em que que deram amplo e único aprendizado.

Atualmente estudo na Sorbonne, mas não considero a graduação como o mais importante, mas sim,  a percepção da vida, os amigos privilegiados e os livros me ensinaram muito.

Dentre estudos e incursões, encontrei e desenvolvi a solução de reciclagem de filtros de cigarros em processo natural.

 

Hoje é ainda um problema se falar de reciclagem em qualquer lugar do mundo, pois apesar de alguns locais terem já um processo de separação da partir das residências para a comunidade, cada região estabelece uma forma diferenciada de ponto de vista em relação ao descarte e o uso final deste material ainda é misterioso, em muitos casos. Uma das questões que mais me instiga, é pesquisar qual a tecnologia utilizada em cada local no desfecho desta linha de descarte, finalidade, reuso, reciclagem, ou seja, qual é realmente o caminho empregado no processo de tirar os resíduos da frente dos olhos e da malha terrestre, diga-se Planeta Terra.

Vale dizer que quando falamos em reciclagem é preciso começarmos pelo básico:

Reciclagem é quando a matéria prima (resíduo) é inserida numa tecnologia que a transforma em um novo material. Nestes processos existem os naturais e os poluidores. No caso de incineração, por exemplo, precisa ser analisado com muito cuidado os poluentes gasosos, aquosos e de matéria prima para reuso ou não. No caso de plásticos, papéis, vidros, latas, enfim, cada tipo possui um desdobramento diferente um do outro, mesmo sendo do mesmo “tipo”.

Reuso – é quando um resíduo é reutilizado em sua mesma matéria de outra forma. No caso das pets que se transformam em bolsas, pneus que se transformam em móveis. Há de se atentar ao fato que muitos produtos precisam de limpeza, e mesmo produtos que usam a técnica de reuso, muitas vezes não o fazem com o produto proposto pós uso, e utilizam a matéria prima diretamente do fabricante; em pets isso aconteceu muito.

Para finalizar, preciso falar das tabelas de tempo dos produtos no ambiente.

Não acredito em nenhuma delas.

O maior reciclador do planeta é o meio ambiente, leia-se terra, plantas, algas e os animais que os consomem até serem eliminados.

Portanto não posso aceitar este tipo de periodicidade. A responsabilidade de reciclagem de cada produto que fabricamos é do ser humano, seja ele indústria, vendedor e/ou consumidor.

Fotos: Coletores no interior da França, na estrada nos quais os moradores depositam diariamente seus resíduos. E  os orgânicos são reutilizados em casa mesmo e os resíduos sem destino são coletados na porta das residências.

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