Dia 14/06 - Ato público marcará início do 'Projeto Brasil Nunca Mais Digital'

03/06/2011 14:26

Ato público marcará início do 

'Projeto Brasil Nunca Mais Digital'
 

 

 

No próximo dia 14, um ato público na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3), em São Paulo (SP), marcará o início do "Projeto Brasil Nunca Mais Digital”. Na ocasião, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Center for Research Libraries (CRL) entregarão às autoridades brasileiras documentos e microfilmes do período da ditadura militar (1964-1985) que estavam no exterior.

 

O evento está previsto para começar às 14h30. Durante a tarde do dia 14, os participantes terão a oportunidade de conhecer o Projeto Brasil Nunca Mais Digital e refletir sobre "Medidas de Verdade: do Brasil Nunca Mais a uma Comissão da Verdade”. A programação seguirá com homenagens a Dom Paulo Evaristo Arns, reverendo Jaime Wright (in memoriam), Paulo Vannuchi e Eny Raimundo Moreira; e com a entrega da documentação ao procurador-geral da República.

 

O material que retorna ao país faz parte do projeto "Brasil: Nunca Mais” e integrará o acervo do "Brasil Nunca Mais Digital”. A ideia é disponibilizar informações referentes ao regime ditatorial para consultas na internet. Os documentos e microfilmes que revelam as violações aos direitos humanos durante a ditadura militar foram enviados aos Estados Unidos por receio de que fossem descobertos e destruídos por agentes repressores.

O projeto "Brasil: Nunca Mais” começou durante a ditadura militar brasileira, quando religiosos e advogados iniciaram uma busca por informações de violações aos direitos humanos realizados por agentes do Estado. Informações do site "Armazém Memória” revelam que, entre 1979 e 1985, cerca de 30 pessoas copiaram e estudaram, de forma clandestina, 707 processos que estavam no Superior Tribunal Militar. A ação foi conseguida com o apoio de Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, e de Jaime Wright, reverendo da Igreja Presbiteriana.

 

O receio de que o material fosse apreendido pelos repressores levaram o grupo a microfilmar os documentos e enviá-los a outros países. A tarefa resultou em um relatório de 12 volumes sobre as informações dos processos judiciais, também chamado de "Projeto A”, e na publicação do livro "Brasil: Nunca Mais” (Projeto B).

A proposta também era tornar públicas as informações. Para isso, a documentação do projeto foi doada à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ficou responsável por disponibilizar os documentos para consultas e reproduções. Ao verificar que parte do material estava danificada pela ação do tempo, o Ministério Público Federal, juntamente com o Armazém da Memória, sentiu a necessidade de digitalizar as cópias dos documentos.

 

Centro de Referência Virtual Brasil Nunca Mais


Atualmente, o Armazém da Memória disponibiliza, em seu Centro de Referência Virtual Brasil Nunca Mais, alguns documentos, vídeos e livros sobre o período da ditadura militar brasileira. Já estão digitalizados: os 12 volumes do "Projeto A” do Brasil Nunca Mais; 80% das fontes citadas no Relatório; o processo do "Caso Riocentro”; o relatório das torturas de Inês Etienne; e documentos do Acervo da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

Com informações de Armazém da Memória, PRR-3 e CMI

 

 

 

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