"Rio+20 terá objetivos globais," diz embaixador

07/05/2012 16:19

Rio+20 terá objetivos globais, diz embaixador

André Corrêa do Lago, que comanda a missão brasileira nas

negociações nas Nações Unidas, diz que a conferência tratará questões a longo prazo

Estadão

O excesso de informações para serem incluídas no documento final da Rio+20 e uma diferença no empenho de diferentes países no estabelecimento de objetivos para o desenvolvimento sustentável foram os dois principais obstáculos para o pouco avanço nas duas semanas de negociações nas Nações Unidas, em Nova York. A sensação entre os participantes é de que um acordo ainda está distante.

 

Faltando um mês e meio para a conferência, que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro, autoridades internacionais devem se reunir mais uma vez em maio na ONU para tentar resolver os impasses. Até agora, há acordo em menos de um quarto do documento.

 

Em entrevista ao Estado, o embaixador André Corrêa do Lago, que comanda a missão brasileira nas negociações, afirmou que houve avanços, mas ainda não de modo suficiente. "Por esse motivo, achamos melhor haver mais uma semana (de negociações), quando dará para chegar com mais preparo."

 

Na avaliação do diplomata, "o desejo de deixar alguns pontos muito claros, com o documento ficando muito longo, foi um obstáculo". Além disso, houve divergência entre grupos importantes. "Por enquanto, estamos bastante longe de um acordo."

Existe uma divisão nas negociações para a Rio+20 entre os integrantes do G-77, integrado por nações em desenvolvimento, e os países desenvolvidos, que estariam dando uma importância menor para a conferência.

 

Alguns líderes como a chanceler (equivalente ao premiê para os alemães) da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, não devem ir ao Rio. Existe a chance de o presidente dos EUA, Barack Obama, tampouco comparecer, esvaziando o evento.

 

"Existe um consenso em torno da necessidade do desenvolvimento sustentável. E os países em desenvolvimento têm mostrado mais empenho porque são as nações do futuro. Dentro do G-77, a sensação é de que há pouco esforço dos países desenvolvidos", disse Corrêa do Lago.

 

O embaixador diz que os países desenvolvidos foram bem sucedidos, mas também precisam fazer esforços. A previsão, de acordo com Corrêa do Lago, é que existam objetivos globais, com números, como os objetivos (metas) do milênio. "Mas não será uma meta por país. Será um objetivo global. Esse processo deve ser lançado no Rio com um impacto enorme para a economia mundial."

 

"A conferência do Rio tratará de questões a longo prazo. Seus impactos acontecerão em 20, 30 anos. Esse processo parece pouco atraente, ao contrário do G-20, quando tratamos de temas urgentes", afirma.

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