Terremoto do Chile encurtou os dias na Terra, diz Nasa

22/03/2010 17:26

 

Terremoto do Chile encurtou os dias na Terra, diz Nasa

Reações químicas entre partículas de carbono e oxigênio podem explicar por que a Terra tem muito menos carbono em suas rochas do que seria esperado Foto: Getty Images

O terremoto chileno aconteceu nas latitudes abaixo do equador, o que o torna mais eficaz na mudança do eixo do planeta
Foto: Getty Images

 

Cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa), afirmam que o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile no dia 27 pode ter reduzido a duração dos dias na Terra. Segundo a Nasa, o terremoto deve ter encurtado a duração de um dia a Terra por cerca de 1,26 microssegundos (um microssegundo é a milionésima parte de um segundo). Os responsáveis pelo estudo fazem parte da equipe do cientista Richard Gross e realizaram um cálculo por meio de complexo modelo computadorizado sobre como o abalo teria modificado a rotação do nosso planeta.

O dado mais impressionante levantado no estudo é sobre o quanto o eixo da Terra foi deslocado pelo terremoto. Gross calcula que o abalo sísmico deve ter movido o eixo do planeta (o eixo imaginário sobre o qual a massa da Terra se mantém equilibrada) por 2,7 milisegundos (cerca de 8 centímetros). Esse eixo da Terra não é o mesmo que o eixo norte-sul.

O cientista afirma que o mesmo modelo computadorizado foi usado para estimar que o terremoto de magnitude 9,1 que atingiu Sumatra em 2004 deve ter reduzido a duração do dia de 6,8 microsegundos e deslocado do eixo da Terra em 2,32 milisegundos (cerca de 7 centímetros).

Segundo o cientista, apesar do terremoto chileno ter sido muito menor do que o terremoto de Sumatra, prevê-se que ele tenha alterado mais a posição do eixo da Terra por dois motivos. Primeiro, ao contrário do terremoto de Sumatra localizado perto do equador, o terremoto chileno aconteceu nas latitudes abaixo dele, o que o torna mais eficaz na mudança do eixo do planeta. Em segundo lugar, a falha responsável pelo terremoto Chileno foi mais profunda e em um ângulo ligeiramente mais acentuado do que a falha responsável pelo terremoto de Sumatra. Isso faz com que a falha no Chile seja mais eficaz para deslocar verticalmente a massa da Terra e, portanto, mais eficaz na sua mudança de eixo.

Os cientistas afirmam, porém, que devem aguardar maior refinamento dos dados para que ter resultados definitivos.

Redação Terra

 

Copenhague: à espera da decisão

Os sinais são os piores. Após longas reuniões a portas fechadas, os chefes de Estado abandonaram a COP15 sem declarações públicas.

Lula pegou os chefes de sua comitiva – ministros e diplomatas –, colocou no avião e voltou para Brasília sem falar nada. Isso horas depois de fazer um belo discurso, transmitido a todo o mundo, em que apontava como a COP15 corria o risco de terminar com uma foto de fracassados. Para trás, deixou Carlos Minc, titular do Ministério do Meio Ambiente, tradicionalmente responsável por dar as más notícias ambientais.

“O acordo não é justo, ambicioso, nem legalmente vinculante. Os líderes falharam em evitar o caos climático. Este ano o mundo enfrentou uma série de crises e com certeza a maior delas é a crise de liderança”, disse Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.

Barack Obama, por sua vez, falou apenas para os jornalistas americanos que o acompanhavam, antes de entrar no avião de volta a Washington, e dispôs a entrevista no site da Casa Branca uma hora depois. Nela, deixou claro para quem Copenhague representava a esperança de uma conclusão feliz das negociações que elas estão apenas começando.

Segundo ele, conseguir um acordo com valor legal é “difícil” e toma tempo. A questão é que o aquecimento global não espera as vontades e as dificuldades enfrentadas pelos políticos. A justificativa não convence os milhões de pessoas que sofrerão os piores efeitos.

Um acordo com força de lei, justo e ambicioso precisa ser fechado para controlar as mudanças climáticas. Os países desenvolvidos, que têm a maior responsabilidade, precisam cortar em 40% as emissões de gases-estufa em relação a 1990 até 2020. Os países emergentes também precisam fazer mais, com redução da taxa de crescimento de suas emissões. É preciso zerar o desmatamento das florestas tropicais e criar um mecanismo que financie ações de adaptação e mitigação nos países pobres.

Era isso que se esperava de Copenhague. Sem o acordo, o mundo sai da COP deixando o futuro das próximas gerações em perigo.
 
Fonte: Greenpeace

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